Com a ajuda de Deus você pode tudo, a história da mulher que passou 60 anos de sua vida dentro de um tanque de aço…

A palavra superação vai ganhar outro sentido depois que você ler a história de Martha Mason. Esta mulher dentro desta espécie de tanque de aço passou mais de 60 anos de sua vida imobilizada, deste jeito, para poder viver com um pulmão artificial depois de ficar paralisada na infância por causa da pólio.

maso

 Você pensa que ela se limitou a ver a vida passar? Não! Com a força extraordinária  que só tem quem está numa situação desesperadora, Martha viveu uma vida plena:  se formou no ensino médio e superior, com as mais altas honras, ciceronizou  muitos jantares e encontros e até mesmo escreveu um livro chamado “Breath: Life  in the Rhythm of an Iron Lung” (“Respiração : A vida no ritmo de um pulmão de aço”.  No ela relata os desafios e as alegrias de sua vida.

 Vamos contar um pouco, com a ajuda do site http://www.mdig.com.br  Martha nasceu em  31 de maio de 1937, na Carolina do Norte. Aos 11 anos de idade, após a morte de  seu irmão Gaston, que sofria de uma terrível doença que o deixou paralisado antes de finalmente matá-lo, ela conheceu seu primeiro grande drama. Depois de seu enterro, a jovem Martha percebeu que ela também havia contraído a perigosa doença viral, mas não contou para ninguém, para não angustiar ainda mais seus pais:

“Eu sabia que tinha poliomielite. Eu não queria que ninguém soubesse”, contou em seu livro. A menininha tinha ouvido sua Mãe conversando com um amigo sobre o pulmão de aço em que Gaston ficou antes de morrer. ‘Eu sabia que não teria essa dificuldade porque eu tinha excelentes pulmões”.

Mas o triste dia veio. Não demorou e ela também se encontrava imobilizada no pulmão de aço, dependente dele para fazer a respiração para ela. “Pulmão de aço” é o termo usado para descrever um ventilador de pressão negativa, um tipo de dispositivo médico que permite a uma pessoa respirar em caso de paralisia dos músculos da respiração ou quando o esforço necessário para a respiração excede a capacidade dessa pessoa. O aparelho funciona pela diminuição e aumento da pressão do ar no interior de um grande tanque.

Pois bem: Aos 11 anos, Martha entrou dentro dessa traquitana para fugir da morte e nunca mais saiu! Nunca mais saiu! (Você tem filhos pequenos? Percebe o enorme drama que é imaginar que ele ficasse preso pelo resto de sua vida numa traquitana enorme, deitado, sem poder jogar bola, ir às festinhas, namorar, casar, ter filhos!)

Martha encarou essa difícil realidade sem sentir pena de si mesma! Viveu quase toda sua vida em tal tanque com a pressão contraindo e expandindo seus pulmões quando seus músculos fracos já não podiam. Na época em que foi diagnosticada, os médicos aconselharam os pais da pequena Martha a levá-la para casa e fazê-la feliz por um ano mais ou menos. Esse era o tempo de seu prognóstico. O tempo que ela teria de sobrevida.

Martha decidiu que não queria ir embora. E aceitou sim o seu enorme casulo de aço. E viveu intensamente com ele. Apesar dele! Ela sobreviveu graças a uma ávida curiosidade e vontade de aprender sobre o mundo. Com a ajuda de sua mãe e o apoio de seus colegas de escola, ela conseguiu terminar como a melhor aluna de sua classe do ensino médio. Foi além: cursou a universidade e recebeu o grau de bacharel em Língua Inglesa.

Isso era pouco ainda. Martha voltou para casa para trabalhar como redatora para o jornal local, função que desempenhava ditando as palavras para sua mãe. Isso foi assim até que sua mãe ficou muito ocupada ajudando seu pai que havia sofrido um ataque cardíaco e ficou totalmente dependente. Anos mais tarde, em 1977, o pai de Martha faleceu. Em meados dos anos 90, Martha foi capaz de escrever de novo com a utilização de um computador por voz ligado à Internet. E fez um livro de memórias dedicado à sua mãe amorosa. Uma justa homenagem para a mãe, que falecera no final dos anos 80, após uma série de derrames. Só em 1998, Martha começou a trabalhar em seu livro a sério. Lá, em sua casa de infância, com um microfone na boca, ela escreveu sua história de vida frase por frase.

Com suas limitações, Martha viveu, a seu modo, uma vida plena entre as pessoas que a amavam. Seus pais e amigos sempre promoveram brincadeiras, jantares e encontros do clube do livro em sua casa para que ela pudesse ter a vida o mais normal possível. Em 2009, Martha faleceu aos 71 anos, depois de ter passado 60 anos dentro do pulmão de aço, mais do qualquer um jamais viveu neste estado.

“Estou feliz com quem eu sou, de onde eu sou”, disse ao jornal local, em 2003. – “Eu não teria escolhido esta vida, com certeza. Mas dado que fui escolhida, eu provavelmente tive a melhor situação que qualquer um poderia pedir”.

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